CONTO – Adaga contra o Sol

 

– Merda….

O meio elfo cospe no chão, segurando vários apetrechos, já suando dentro de uma ruína abandonada.

– Eu sabia que ainda poderia existir armadilhas por aqui. Claro, se existe um tesouro deve haver uma proteção.

Este é Eldor Galamion, um meio elfo de estatura alta, corpo esguio e mãos ágeis, sua pele parda contrasta com seu cabelo preto e sempre bagunçado com aspecto de sujeira.

– “Você vai achar muitas riquezas” Foi o que me falaram. “Vai encher sua algibeira com tanto ouro que nem vai conseguir andar” Me afirmaram e cá estou eu num lugar abandonado futucando velharias.

Esta é sua vida, pilhar locais abandonados à procura de antiguidades para os velhos excêntricos de Fallcrest. Os moradores da Cidade Alta já sabem de seus talentos ou da sua guilda, como costumam chamar, e sempre o contratam para fazer alguma busca.

Enfim a porta se abriu, e uma sala com cheiro de mofo se mostra à frente, mas o que parece é que não está sozinho. Sorrateiramente Eldor entra e se esconde aproveitando-se das sombras que ali habitam, esgueirando-se por detrás das formações rochosas.

– Saqueadores… E eles fazem de nossa reputação virar lixo, parecem mais meretrizes caindo em cima de um falo.

Vendo uma brecha, Eldor utiliza sua besta que com setas precisas trespassam a garganta de um dos bastardos. Sem saber o que esta acontecendo, os demais procuram a origem, mas outra seta corta o ar e outro corpo tomba. O terceiro, mais esperto foge, mas um trabalho bem feito não pode se ter pontas soltas, e logo o terceiro corpo produz um som abafado.

– Enfim o grande tesouro…

Olha um baú com pequenas peças douradas de decoração. Pega o que é devido, mais alguns pertences dos moribundos e sai para respirar o ar puro.

O sol bate em seu rosto, ele levanta, como de costume para admirar o sol de Fallcrast, sempre com sua adaga em punho, à espreita por um perigo.

Sempre foi assim em sua vida, seus pais ricos esbanjando luxo, mas não era isso que queria, era uma vida de aventura, de descobertas, por isso fugiu de casa e foi acolhido pela guilda de ladrões, que pensando em seu outro, o recebeu de braços aberto. O que eles não esperavam era que de um pequeno aristocrata fosse sair um de seus melhores saqueadores.

E dessa forma, esperando o recebimento do pagamento com um sorriso forçado no rosto, e um pseudo agradecimento.

Sempre olha para o Sol, pois tem a esperança de se libertar dessa rotina fatídica e enfim obter uma carreira como um aventureiro nato, conquistando emoções e enfim ter a tão esperada glória.

Agora, enquanto isso não ocorre ele abaixa a adaga do rosto, refletindo a luz do sol, e cai na sua vida real, apenas mais um empregado da guilda, tendo que se infiltrar e saquear coisas as quais não lhe pertencem.

Sua amiga é apenas sua adaga, que recebera de seu irmão mais velho, antes de sair em sua jornada, será se algum dia iria encontra-lo?

Assim espera Eldor, pois gostaria de devolve-la com toda honra que tivesse.

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Comments
7 Responses to “CONTO – Adaga contra o Sol”
  1. Tuelhs disse:

    tah bom =D deu ate vontade de jogar d&d !!

  2. brunnofag88 disse:

    Muitoo boa a história XD~
    Phodão o meio-elfo eihn KAOPskpaKSKAO
    (continua no próximo episódio)

  3. Thiago disse:

    Historia muito bacana, principalmente a parte dos corpos caindo XD. Daria uma boa aventura *_*

  4. tomate disse:

    MEIOS ELFOS SÃO FODOES… me lembram da dragonlance… T__T
    gostei do conto

  5. Leopoldo disse:

    mto boa… deveria ter feito o conto um pouco mais longo, pq realmente ficou legal… pq tu não escreve contos de Krizzor Coldheart e suas apelações geladas??? eahuiehuiauaehua

    abraço

  6. Fabricio disse:

    O interessante é que trata-se basicamente de um BackGround, no entanto na discrição somos transportados para o cotidiano da personagem, participando inclusive dos seus anceios.
    A descrição física também é diferente… Não encontramos meio-elfos com características humanas tão facilmente… em geral são graciosos e com pele perolada e branca.
    Mto bom .-.
    E como alguem disse ali em cima.. dá até vontade de se aventurar em masmorras jogando D&D xD

  7. Thiago Caqui disse:

    o fabricio tentando se fazer de entendido

    achei legal o conto, quero ler a continuação agora .-.

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