Contos de Final Fantasy RPG – Amazonas de Saladrian [parte 1]

 

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Já me lavava no banheiro do quarto da estalagem onde me hospedara, despreocupada com a vida e com tudo que acontecia a meu redor, ao barulho dos bêbados brigando lá em baixo na taberna, do homem deitado na minha cama despido, me chamando… a tudo.

Já se fazem 3 anos hãn?!?” – pensei comigo mesma – “3 anos que sai da guilda, 3 anos de viagem com minhas amigas… sempre estando tão perto e ao mesmo tempo tão longe de pegar o desgraçado do peregrino… sempre tão longe.”, Na verdade eu tinha de agradecer por não termos o encontrado ainda, ele era muito forte, acima de nossas forças, o que nos deu um tempo extra para treinar nossas habilidades.

Joguei mais um copo de água no corpo e começava a sentir o frescor. O suor já deixava o corpo e isso era bom, sabe-se lá por quanto tempo e por quais dificuldades eu passaria antes de sentir aquela sensação em meu corpo novamente. Minha mão desceu por minha barriga de encontro a algumas cicatrizes, modéstia aparte meu corpo era perfeito, daria inveja a muitas dançarinas que existem por ai. Apesar da vida que eu levava ainda conseguia ser feminina e bela o suficiente para me deitar com o homem que eu quisesse, parte por me cuidar bastante, mas não podia deixar de agradecer aos belos traços da nobreza advindas da minha falecida família. Meu pensamento logo se desfez, essa era uma parte da minha vida a qual eu evitava ao máximo, afinal, lágrimas são a fraqueza da alma de uma pessoa, pelo menos era assim que eu pensava e era assim que eu tinha conseguido sobreviver por tanto tempo.

Tinha longos cabelos roseados, vindos da minha mãe, cor estranha para uma humana admito, mas me fazia diferente, e me orgulhava dele, minha força vinha do meu pai, grande guerreiro que fora. “Para morrer daquele jeito” – minha cara se contorceu de raiva.

Tão imersa em pensamentos não percebi que Jean, o homem com quem me deitara, já entrava no banheiro. Se aproximou de mim e me beijou, sua mão percorreu meu corpo despido repousando alguns instantes em meus seios, seus olhos iam do chão entre meus pés ao meu baixo ventre.

– Quando pretende partir? – perguntou me ele.

– Já quer que eu vá? – Perguntei em seguida, com um irônico sorriso, já conhecendo a resposta.

-Na verdade não, gostaria que ficasse aqui.

Nesse instante alguém batia na porta, e eu já sabia quem era, pela impaciência e indelicadeza das batidas.

– Bom, respondendo à sua pergunta, parto agora!

Seu olhar, chegou a quase me dar pena, quase. Amarrei meus longos cabelos e me dirigi à porta do banheiro.

– N… não vou permitir que você vá. – Gaguejou o homem

De costas, meus lábios se contrairão em um meio sorriso, e em 1 segundo fiz a cara mais assustadora que pude. Brincar assim com as pessoas chegava a ser divertido. Minha mão com uma velocidade sobre-humana agarrou-lhe o pescoço e o prensou contra parede de madeira da estalagem.

– Escute aqui. – disse rispidamente – Não tente impedir meu caminho, pois ele não te diz respeito. E mesmo se fosse de seus assuntos, você não teria força para me impedir.

Soltei-lhe e lhe deixei atônito, ajoelhado no chão. Voltei para o quarto e me vesti rapidamente, com as roupas simples, de uma rapariga que vai ao bordel. Minha armadura e armas ficavam no quarto de Guilliarne, afinal ela nunca se deitaria com um “ser inferior” como humanos, alias, como qualquer outra raça senão elfos.

– Deixei-lhe alguns Gils sobre a cama para que possa pagar a conta, foi um grande prazer estar contigo essa noite. Adeus! – Despedi-me abrindo a porta. De frente para mim estava a agitada e impaciente Kane.

– Até que enfim abriu, Saara.

– Não era Graça? – Perguntou de relance o homem no chão.

– Então, dessa vez foi Graça? – derramou-se em risadas altas e mais exageradas do que o necessário a mithra de cabelos curtos e loiros, tinha um esbelto corpo com visíveis traços felinos. – Você já foi mais criativa GRAÇA.

-Deixe de escândalos e desçamos. – disse segurando o riso. – Aposto 50 Gil como Guilliarne já está impaciente.

Descemos rapidamente as escadas e a vimos a elfa que estava com a ponta de sua espada voltada para o pescoço de um velho bêbado que choramingava por ajuda. Ela nos olhou com seu tão conhecido olhar que misturava sua frieza e seu lado zombeteiro.

– O que devo fazer com esse velho impertinente que tira a paz de uma jovem donzela?

– Acho que deve castrá-lo, isso resolverá seus problemas e provavelmente o de futuras moças que teriam que lidar com ele. – Disse a mithra se divertindo com a situação.

A elfa fez rápidos movimentos com sua rapier – espada bem leve e mortal nas mãos da tão habilidosa esgrimista – e cortou os cintos que prendiam as calças do velho, fazendo as cair. E voltou-se para nós. Na primeira oportunidade que o velho tivera, saiu da taverna como um Bomb ao ver a chegada de uma geada.

Guillarne com certeza era a mais bela dentre as três, trazia toda a graça élfica, sua pele quase tão brilhosa quanto seu lindo cabelo loiro que lhe batia até no meio das costas, suas vestes realçavam suas curvas femininas, em especial seu busto. Longas botas brancas lhe subiam pelas grossas pernas até quase sua saia. De fato para as vistas daqueles caipiras era demasiada beleza talvez a coisa mais bela que eles viriam por toda a vida deles, e pensando melhor talvez seria para muita gente que já conheceu muitas mulheres bonitas.

Terminei de vestir minha armadura e peguei minhas armas.

– Vamos Graça? – Tornou a zombar a Mithra.

– Graça? – Perguntou sem entender, a elfa – Seu novo nome? – concluiu dando um breve sorriso. Seu rosto voltou a ficar serio novamente – O que descobriu sobre o peregrino? -sussurrou a pergunta enquanto caminhávamos para fora da estalagem.

– Que por aqui o chamam de O Eremita. Que possui tantos inimigos quanto estrelas no céu. Que nunca fica mais que uma quinzena em um mesmo lugar. Que já se faz 1 mês que saiu daqui. E que já pode estar morto.

– O quanto você acredita nesses boatos? – Me perguntou Kane com o queixo apoiado sobre a mão, pensativa

– Nenhum pouco… pelo menos não a respeito da sua morte.

Um silêncio pairou sobre o ambiente. Para as três, falar sobre O Eremita, ou o Peregrino, ou qualquer que seja o nome, era como um tabu, um assunto só tocado quando realmente não havia outra alternativa, e que nos levasse ao nosso tão esperado e desejado objetivo. A vingança.

 

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Comments
2 Responses to “Contos de Final Fantasy RPG – Amazonas de Saladrian [parte 1]”
  1. Wow mto boa a história xD so nao consegui ver o conto no cenario de FF euhueh acho q estou mto acostumado com o VII.
    Mas mto bom mesmo.

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